domingo, 26 de abril de 2015

Facilitando o exame do currículo




Algumas providências simples podem facilitar o trabalho do profissional que fará o exame e dará sugestões sobre mudanças desejáveis em seu currículo. A troca de ideias com a especialista Ana Paula R. Ferraz chamou a atenção para seis aspectos que, quando equacionados, ajudam o candidato e simplificam o processo de revisão. São eles:

1) Pensar em quem vai fazer a triagem inicial. Pode acontecer de o currículo vir a ser lido primeiro por uma pessoa que não seja um profundo especialista na área, e que eventualmente não conheça jargões, termos técnicos sofisticados ou conceitos pouco disseminados. Se for preciso abordar assuntos deste tipo faça-o da maneira mais clara e inteligível possível , para que seu currículo tenha como seguir adiante no processo de seleção.

2) Duas páginas. É desejável que o comprimento do texto não encoraje o leitor a abandoná-lo antes de chegar ao final. Pode até haver casos em que profissionais com larga experiência necessitam de muitas páginas para expressar adequadamente suas qualificações mas, tanto quanto possível, seja breve.

3) Idade. Omitir a idade é algo ineficaz, e pode depor contra o profissional. Convém ter em mente que para muitos cargos a senioridade é um atributo positivo; em outros, ser jovem e ocupar cargos mais altos pode ser um sinal de talento. Esconder é geralmente inútil e improdutivo.

4) Atividade atual. Se estiver realizando uma atividade vinculada a suas qualificações, ainda que de maneira autônoma, precária ou informal, será útil deixar isso claro. Será um indício de disposição concreta para continuar atuando, e de que você continua tendo algo a oferecer.

5)  As experiências profissionais mais recentes. Não é obrigatório fazer referência a todas as empresas em que trabalhou e funções que já desempenhou. É possível, por exemplo, que as três experiências mais recentes tenham mais a ver com a vaga que você está buscando. O lapso de tempo ideal a cobrir de seu histórico profissional é aquele que mais bem puder criar chances de o currículo ser aceito.

6) Pretensão salarial. As opiniões dos recrutadores se dividem quanto a incluir ou não no currículo o valor do salário pretendido. Muitos entendem que é algo a negociar presencialmente, e outros pensam que a falta da informação contribui para que o currículo seja descartado sumariamente. Caberá a você decidir; a recomendação é refletir a respeito e pesar os prós e contras de sua situação. Se escolher incluir a informação, procure obter dados de mercado que tornem possível indicar a expectativa de uma remuneração compatível com a realidade.

Em resumo, trata-se de facilitar o trabalho do leitor de seu currículo e transmitir informações que ele entenda; ser objetivo; não esconder informações importantes e manter o foco nas mais recentes; tratar a questão da remuneração com realismo, pesando vantagens e desvantagens de tocar no assunto já no momento inicial.

Estas colocações são sugestões para reflexão, e não verdades indiscutíveis. Não é difícil imaginar casos e situações especiais em que existem motivos para agir de maneira diferente do padrão. Pensar nessas coisas antes de encaminhar o currículo provavelmente aumentará suas chances de sucesso. Boa sorte! 




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